Nuno Bragança
Nuno
Manuel Maria Caupers de Bragança nasceu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1929
numa família da alta aristocracia portuguesa a Casa de Lafões, descendente do
rei D. Pedro II, sendo seu pai, D. Manuel de Bragança e sua mãe, Maria
Margarida Street Caupers.
Começou
por frequentar o curso de Agronomia, mas cedo dele desistiu, transitando para o
curso de Direito. Que completara em 157.
A
partir do ano do seu casamento, 1955, com Maria Leonor Fonseca de Matos e Goes
Caupes, sua prima, integra a equipa do jornal Encontro (órgão de JUC- juventude
Universitária Católica), onde publicou os seus primeiros textos de Literários.
Este
é outro aspecto determinante da vida de Nuno Bragança: a clandestinidade obrigava-o
a um secretismo esmagador.
Da
segunda metade dos anos 50 datam textos com A
Morte da Perdiz, O Guardador de Porcos ou Guliveira e os Liliputo. Pela
mesma altura escreveu inúmeras críticas cinematográficas. Paralelamente, na sua
vida profissional especializou-se em problemas de Emprego, fez parte do
movimento chamado «católicos progressistas». Foi co-fundador da revista O Tempo e o Modo, de que foi colaborador
entre 1963 e 1969. Nos anos 60 foi militante do Movimento de Acção
Revolucionária. A sua tendência revolucionária tinha-se intensificado.
Interessava-lhe mais a acção romântica e revolucionária.
A
partir de 1968 fixou-se em Paris, trabalhando na representação de Portugal.
Data desta época a publicação do seu primeiro romance “A Noite e o Riso”. No
fim de 1972 volta a Portugal. (Em 1985 morre.)
Levantava
se às cinco da manhã, todos os dias, para escrever.
Cristão
empenhado e consciente da luta de classes, homem preso pela vida.
“A
noite e o riso”, livro constituído em três partes (painéis).
O
primeiro painel é caracterizado pelo humor
O
segundo painel é caracterizado por ser extremamente “sóbrio e distante”, mas
nós só sabemos como ele se sente através dos gestos dele,
O
terceiro painel caracteriza se por ser um conjunto de micro-relatos morais com
uma espécie de experiência de vida. Esta é uma questão importante, porque a
estranha estrutura do livro é algo de apreciação contraditória.
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