sábado, 19 de janeiro de 2013


Nuno Bragança
Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança nasceu em Lisboa a 12 de Fevereiro de 1929 numa família da alta aristocracia portuguesa a Casa de Lafões, descendente do rei D. Pedro II, sendo seu pai, D. Manuel de Bragança e sua mãe, Maria Margarida Street Caupers.
Começou por frequentar o curso de Agronomia, mas cedo dele desistiu, transitando para o curso de Direito. Que completara em 157.
A partir do ano do seu casamento, 1955, com Maria Leonor Fonseca de Matos e Goes Caupes, sua prima, integra a equipa do jornal Encontro (órgão de JUC- juventude Universitária Católica), onde publicou os seus primeiros textos de Literários.
Este é outro aspecto determinante da vida de Nuno Bragança: a clandestinidade obrigava-o a um secretismo esmagador.
Da segunda metade dos anos 50 datam textos com A Morte da Perdiz, O Guardador de Porcos ou Guliveira e os Liliputo. Pela mesma altura escreveu inúmeras críticas cinematográficas. Paralelamente, na sua vida profissional especializou-se em problemas de Emprego, fez parte do movimento chamado «católicos progressistas». Foi co-fundador da revista O Tempo e o Modo, de que foi colaborador entre 1963 e 1969. Nos anos 60 foi militante do Movimento de Acção Revolucionária. A sua tendência revolucionária tinha-se intensificado. Interessava-lhe mais a acção romântica e revolucionária.   
A partir de 1968 fixou-se em Paris, trabalhando na representação de Portugal. Data desta época a publicação do seu primeiro romance “A Noite e o Riso”. No fim de 1972 volta a Portugal. (Em 1985 morre.)
Levantava se às cinco da manhã, todos os dias, para escrever.
Cristão empenhado e consciente da luta de classes, homem preso pela vida.
A noite e o riso”, livro constituído em três partes (painéis).
O primeiro painel é caracterizado pelo humor
O segundo painel é caracterizado por ser extremamente “sóbrio e distante”, mas nós só sabemos como ele se sente através dos gestos dele,
O terceiro painel caracteriza se por ser um conjunto de micro-relatos morais com uma espécie de experiência de vida. Esta é uma questão importante, porque a estranha estrutura do livro é algo de apreciação contraditória.  





          

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