terça-feira, 20 de novembro de 2012


MÃE DE SEMPRE

Ó Mãe, Virgem do meu sim,
Vós que cintiláveis das escuras nuvens,
De cabeça coroada, honra recebeis,
Daquele dia do vosso o meu sim valeu.

Desce a escuridão na alma,
O corpo putrificado nenhuma luz verá,
Das vozes do Belzebu caminhos desfeitos.
A Virgem de sempre, sem sombra brilha.

Vozes que reclamam sexo, vozes naturais,
Vozes que suplicam luxúria, inveja, ira.
Lá se vai o miserável cão pela voz confundido.
Pobre Virgem ainda lá está refulgindo.

Até Vós, Mãe do meu sim outra pareceis,
Pobre homem obrigado a cuidar-te.
Mulher de má vida, nem o filho de quem sabe.
A Virgem bela coroada resplandece das alturas

Bendito dia, malditas vozes evaporadas,
De tantas lutas por maus caminhos desandados.
Que bom estar em casa Virgem Mãe.
Quero abraçar-lhe, Mãe de Um de todos Mãe.



MESTRE
Mestre de uma nova história
Escreve pelo Seu sangue
Na página do coração humano.

Esta história não cabe na inteligência humana
Nem a prova científica a conseguirá medir.
É um mistério que sacia o coração humano.

Mestre Divino
Dá-nos um coração dócil
Ao ler esse teu jeito novo de amar.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Senhor Lenço


Não se Adora um lenço de papel...
Mas se um pingo do nariz, de repente, aflige um homem
nada melhor o socorre
nem mais dignamente.

Serve-se dele o pobre na angústia.
Salva-o o lenço do pingo abismal
e…

Mas os lenços têm cor,
cheiro e texturas.
Têm camadas de papel, que o torna suave,
sempre novo, melhor.
Mas os lenços levam-nos uma marca,
marca que tínhamos no abismo.

E se reparássemos melhor no Senhor Lenço?

Antonino Gomes de Sousa

Claro

Do branco canto
nasce o canto
que ao manto, Senhora,
é louvor.

Louvor que do canto
se faz reza
neste pranto
que é amor.

Amor ao branco?

Amor ao pranto?
O canto que canto
é canto que no canto
sozinho no pranto
é um hino de louvor
ao manto de amor.

Oh Senhora do manto,
do manto que trouxe
ao mundo
o Amor.

Elogio da fé por um canudo


OH SENHOR…!
Entre ruas e ruelas, caminhos e vielas; procurando, vagueando, anunciando…
Mas,
até quando?                Até ao dia em que o grito do SILÊNCIO repousa eternamente!
Que procuras?
O Amigo perdido, o Pai ausente, o Salvador imaginário ou o Desconhecido que nunca existiu?

Mas se ao menos te vissem…

Nem que seja chagado,          roto e maltratado.                   Pelo menos acreditariam…
naquilo que o corpo sentisse, que os olhos contassem, as mãos apalpassem, o nariz cheirasse e o coração contemplasse. Serias tu ou Tu? Serias,        como és!, simplesmente.
Não tens cremes… MAS ÉS!
Não usas roupas de marca... MAS ÉS!
Não tens guito… MAS ÉS!
Poucos te curtem…MAS ÉS!
És…                belo.
Tantos critérios, tantas exigências: Ó Teófilo, o que podemos desejar acima do amor?
Saber que o amor que te criou e te viu crescer, igualmente te vê morrer para a vida, A VIDA ETERNA. Temos fome… TOMAI E COMEI.         Temos sede… TOMAI E BEBEI. ESTE É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS COM TUDO AQUILO QUE ELE POSSUÍ


VAI QUE A TUA FÉ TE SALVOU

A Caminho

Já é hora, a carga, conjunto de farpas estilhaçadas sob a pele
E, sabe Ele, quanto mais peso e dor há no escárnio que o repele
Só o Pai, no trono sentado, entende O triste fiel
Uma e outra vez, e ainda outra, ferra as pedras com o peito
Só a mãe é quem sofre, ao tocar no Filho perto do leito.

Oh Mãe puríssima, espelho de justiça, diz-me, que vês?

Cordas, lanças, frenesim e paixão
Restam dos doze os gemidos da traição
Irmãos no espírito, concebidos em pecado
Subiu só um, para O encontrar pregado
Também suspirou e chorou este Judeu
O que ao teu lado até ao fim viveu