terça-feira, 20 de novembro de 2012


MÃE DE SEMPRE

Ó Mãe, Virgem do meu sim,
Vós que cintiláveis das escuras nuvens,
De cabeça coroada, honra recebeis,
Daquele dia do vosso o meu sim valeu.

Desce a escuridão na alma,
O corpo putrificado nenhuma luz verá,
Das vozes do Belzebu caminhos desfeitos.
A Virgem de sempre, sem sombra brilha.

Vozes que reclamam sexo, vozes naturais,
Vozes que suplicam luxúria, inveja, ira.
Lá se vai o miserável cão pela voz confundido.
Pobre Virgem ainda lá está refulgindo.

Até Vós, Mãe do meu sim outra pareceis,
Pobre homem obrigado a cuidar-te.
Mulher de má vida, nem o filho de quem sabe.
A Virgem bela coroada resplandece das alturas

Bendito dia, malditas vozes evaporadas,
De tantas lutas por maus caminhos desandados.
Que bom estar em casa Virgem Mãe.
Quero abraçar-lhe, Mãe de Um de todos Mãe.


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