MÃE DE SEMPRE
Ó
Mãe, Virgem do meu sim,
Vós
que cintiláveis das escuras nuvens,
De
cabeça coroada, honra recebeis,
Daquele dia do vosso o meu sim valeu.
Desce
a escuridão na alma,
O
corpo putrificado nenhuma luz verá,
Das
vozes do Belzebu caminhos desfeitos.
A Virgem de sempre, sem sombra brilha.
Vozes
que reclamam sexo, vozes naturais,
Vozes
que suplicam luxúria, inveja, ira.
Lá
se vai o miserável cão pela voz confundido.
Pobre Virgem ainda lá está refulgindo.
Até
Vós, Mãe do meu sim outra pareceis,
Pobre
homem obrigado a cuidar-te.
Mulher
de má vida, nem o filho de quem sabe.
A Virgem bela coroada resplandece das
alturas
Bendito
dia, malditas vozes evaporadas,
De
tantas lutas por maus caminhos desandados.
Que
bom estar em casa Virgem Mãe.
Quero abraçar-lhe, Mãe de Um de todos
Mãe.
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