Cristo dilacerado
Ó Cristo,
Rosto de leproso,
Pés de mendigo de andar andrajoso.
Corpo cravado,
Torcido, curvado,
Pudor impudico do crucificado.
Doce prego, rude martelo,
Que prega no leito,
Onde deito,
O corpo desfeito.
Espeto lancinante
De copiosa dor.
Corpo cadavérico,
Morto olhar redentor.
Doce compaixão,
Flor do amor.
Árvore frondosa onde cresceu o
salvador.
Pesada leve pedra
Que a fragilidade pode pegar.
Brancura resplandecente que o
sol pode ofuscar.
Glorioso corpo,
Que a ufana vontade não pode
coarctar…
Suave Espírito
Que ninguém pode agrilhoar!
Diáfana luz
De que nenhuma porta pode
privar!
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