segunda-feira, 19 de novembro de 2012


Cristo dilacerado

Ó Cristo,
Rosto de leproso,
Pés de mendigo de andar andrajoso.
Corpo cravado,
Torcido, curvado,
Pudor impudico do crucificado.

Doce prego, rude martelo,
Que prega no leito,
Onde deito,
O corpo desfeito.

Espeto lancinante
De copiosa dor.
Corpo cadavérico,
Morto olhar redentor.

Doce compaixão,
Flor do amor.
Árvore frondosa onde cresceu o salvador.

Pesada leve pedra
Que a fragilidade pode pegar.
Brancura resplandecente que o sol pode ofuscar.
Glorioso corpo,
Que a ufana vontade não pode coarctar…
Suave Espírito
Que ninguém pode agrilhoar!
Diáfana luz
De que nenhuma porta pode privar!

Sem comentários:

Enviar um comentário