segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Manuel Ribeiro (1878-1941)


Natural de Albernoa, freguesia de Beja, foi um dos mais destacados militantes anarco-sindicalistas da primeira República. Com pouco mais de vinte anos veio para Lisboa, dedicando-se à tradução e ao jornalismo. É também o momento em que inicia uma obra literária, que anos mais tarde dele fará um dos mais lidos escritores do tempo. A obra de Manuel Ribeiro (1878-1941) é o testemunho literário de um percurso que parte de uma posição anarco-sindicalista até chegar ao cristianismo. Este autor defende uma estética da medievalidade e o seu valor simbólico, inserido no contexto de uma herança cultural da época contemporânea, ligada ao resgate de um gosto e de um modelo civilizacional inspirado numa Idade Média cristã, tendo como objectivo uma restauração católica. 
É nesta perspectiva que estudámos o caso deste escritor português, enquanto representante do movimento de «construtores» de catedrais simbólicas erigidas em caracteres. 

O livro “A Catedral” é uma descrição de emoções estéticas e todo o entusiasmo desenvolvido ao longo da obra em torno do restauro da Sé de Lisboa é, também, o entusiasmo em encontrar as suas origens mais remotas. Restaurar, significa não só libertar a igreja de todos os acrescentos e adulterações ocorridos ao longo dos tempos, mas também a beleza primitiva do monumento, o mesmo é dizer restaurar uma Igreja mais evangélica.

Existem outras duas obras denominadas por trilogia social: O Deserto (1922) e A Ressurreição (1923).





*RIBEIRO, José Alberto – A «Catedral do Papel» do escritor Manuel Ribeiro (1878-1941) e a recuperação do Gótico na I República Portuguesa. Lusitania Sacra. Lisboa. ISSN 0076-1508. 2ª S. 16 (2004) 179-202

*http://repositorio.ucp.pt/bitstream/10400.14/4474/1/LS_S2_16_JoseARibeiro.pdf

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