segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Georges Bernanos
Monárquico católico convicto e sempre insatisfeito, ensaísta atento não só à realidade social e política, mas em particular à dramática luta entre bem e mal no coração de cada pessoa que observava nas mesas dos cafés onde tantas vezes escrevia, Georges Bernanos não se considerava a si mesmo como escritor. Nascido em Paris a 20 de Fevereiro de 1888, Bernanos foi educado num colégio da Companhia de Jesus, licenciando-se depois em Direito e Letras na Universidade de Paris. Combateu na I Guerra Mundial e, ao regressar, casou com Jeanne Talberc d’ Arc, tendo seis filhos. Bernanos emigrou por diversas ocasiões e foi apenas com trinta e oito anos que publicou o seu primeiro romance (“Sous le soleil de Satan”), cujo reconhecido sucesso o fez dedicar-se definitivamente à literatura. Já a viver em Espanha, enfrentou o horror da Guerra Civil, que considerou ser o mais marcante acontecimento da sua vida. Foi neste contexto que escreveu a obra “Journal d’un curé de campagne” ("Diário de um Pároco de Aldeia", obra a que me proponho abordar) em 1936. Posteriormente, já no seu país, na sequência do acordo entre França e a Alemanha nazi, Bernanos, retirou-se para o Brasil, apoiando à distância o movimento de resistência liderado por Charles de Gaulle. Com o armistício, Bernanos regressou, mas recusou integrar o governo francês. Neste período deu várias conferências pela Europa, alertando para os perigos do mundo desumanizado. Morreu em 1948.
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