Singela desconhecida
Senhora ignota
Que o mundo conheceu.
Vergonha honrada
Que do teu ventre rompeu.
Desamparado o teu “sim” se deu
Mal amado o amor nasceu.
Singelo mármore,
Pelo criador formado
Pulcra tela
por ele adornada.
Preciosa joia
No aurífice moldada.
Beleza intangível,
À ralé revelada.
Cálido ventre de costas azuladas
Pureza terrena de vontades
aladas.
Purpúreas entranhas de choro e
de dor,
Pelo filho arrebatado no
instrumento do amor.
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