segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Caminho

Já é hora, a carga, conjunto de farpas estilhaçadas sob a pele
E, sabe Ele, quanto mais peso e dor há no escárnio que o repele
Só o Pai, no trono sentado, entende O triste fiel
Uma e outra vez, e ainda outra, ferra as pedras com o peito
Só a mãe é quem sofre, ao tocar no Filho perto do leito.

Oh Mãe puríssima, espelho de justiça, diz-me, que vês?

Cordas, lanças, frenesim e paixão
Restam dos doze os gemidos da traição
Irmãos no espírito, concebidos em pecado
Subiu só um, para O encontrar pregado
Também suspirou e chorou este Judeu
O que ao teu lado até ao fim viveu

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