René Karl Wilhelm Johann Josef Maria Rilke nasce a 4 de Dezembro de 1875 em Praga, na altura integrada no Império Austro-Húngaro. Estudou Literatura, História de Arte e Filosofia nas universidades de Praga e Munique, e é aqui que conhece a escritora e psicanalista Lou Andreas-Salomé, com quem terá uma relação amorosa. É com ela que Rilke irá viajar duas vezes (1899 e 1900) à Rússia que marcará profundamente a sua experiência e onde terá a possibilidade de se econtrar com o escritor russo Leo Tolstoi. É precisamente neste contexto que este escreverá Histórias do Bom Deus. Em 1902 viaja a Paris onde trabalhará na produção de uma monografia do escultor Auguste Rodin. Em 1905 publica uma das suas obras mais notáveis, a coleccção O Livro de Horas, que por sua vez se subdivide em três livros. Antes da Primeira Guerra Mundial viveu dois anos em Trieste, no castelo de Duino, casa da princesa Marie von Und und Taxis, onde escreve A vida de Maria e inicia a obra Elegias de Duino. Ultrapassada a Primeira Grande Guerra, Rilke mudar-se-á para a Suiça onde ser-lhe-á diagnosticado leucemia e morrerá a 29 de Dezembro de 1926 em Valmont.
Uma citação de Cartas a um Poeta para conhecermos melhor este autor:
" O seu olhar está voltado para fora: eis o que não deve tornar a acontecer. Ninguém pode aconselhá-lo nem ajudá-lo - ninguém! Há um só caminho: entre em si próprio e procure a necessidade que o faz escrever. Veja se esta necessidade tem raízes no mais profundo do seu coração. Confesse-se a fundo: «Morreria se não me fosse permitido escrever?»"
"Esforce-se por amar as suas próprias dúvidas como se cada uma delas fosse uma quarto fechado, um livro escrito em língua estrangeira. Não procure, por enquanto, respostas que não lhe podem ser dadas, porque não saberia ainda pô-las em prática, vivê-las. E trata-se, precisamente, de viver tudo. De momento, viva apenas as suas interrogações. Talvez que, simplesmente vivendo-as, acabe um dia por penetrar insensivelmente nas respostas. É possível que tenha em si o dom de formar, o dom de criar, - modo de vida particularmente feliz. Persista nesse sentido, mas, sobretudo, confie-se a tudo o que vier."
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