Em 1909 nasceu
na Roménia Eugène Ioneso ilustre dramaturgo que, juntamente com Samuel Beckett,
esteve na génese do chamado “teatro do absurdo” ou “teatro do insólito” como
preferia chamar. Sendo filho de pai romeno e mãe francesa viu-se dividido entre
os dois países, embora nascido na Roménia foi criado na França, arrastado pelo
divórcio dos pais regressou à sua pátria onde estudou Literatura Francesa na
Universidade de Bucareste, formou laços de amizade com Emil Cioran e Mircea
Eliade e encantou-se por Rodica Burileanu, com quem casou. Tendo em vista a
tese de doutoramento voltou para França em 1938, acompanhando o desenrolar da
2ª Guerra Mundial. Foi consagrado com inúmeros prémios internacionais,
nomeadamente no âmbito do teatro, foi ainda membro da Academia francesa.
Feneceu em 1994.
Não obstante, o seu talento nato só apareceu como escritor de relevo aos 41 anos com o teatro “A Cantora Careca”, a esta obra juntaram-se muitas outras das quais destaco: “As Cadeiras”, “Amadéu” e “Rinoceronte”. Apesar

de ser
expressão exímia do absurdo de Camus e de
Sartre, Ionesco não se via como existencialista tinha outrossim manifesto
apreço pelo Dadísmo de Tristan Tzara e pelo Surrealismo de André Breton. Há quem o conside
re um patafísico.
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