Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu a 6 de Novembro de 1919 em Portugal, mais precisamente, na cidade do Porto. A sua família, de classe aristocrática com fortes ligações à Família Real Portuguesa, tinha por génese uma tradição fortemente Cristã. É sabido que esta influência a marcaria profundamente ao longo da sua vida.
Frequentou o curso de Filologia Clássica na universidade de Lisboa, tendo por esta altura participado também em algumas atividades políticas, que mais tarde se viriam a traduzir num forte apoio às políticas liberais, as quais pretendiam denunciar o aspetos negros do então regime salazarista. No decorrer do seu percurso académico e profissional Sophia participou ativamente em diversos movimentos católicos, dentro e fora do ambiente universitário. É especialmente marcante, a sua participação política junto do movimento Católicos Progressistas, pela qual viria a ficar conhecida através da sua criação musical a “Cantata da Paz”.
Casou em 1946 com o advogado Francisco Sousa Tavares e foi mãe de cinco filhos, situação que a motivou, especialmente, à escrita de vívidos contos infantis. Os seus livros infantis enriquecem claramente a sua obra, nota-se que contribuíram para uma elasticidade na expressão do pensamento da autora.
Em 1975, depois do 25 de Abril, viria a colaborar de forma mais séria na política partidária. Assim, foi eleita deputada para a Assembleia Constituinte, no Porto por uma lista do Partido Socialista.
O primeiro reconhecimento literário foi atribuído em 1964 pela Sociedade Portuguesa de Escritores, que a gratificou com o Grande Prémio de Poesia, aclamando a sua obra “ Livro Sexto” (1962). Viria a ser distinguida mais tarde também como contista pelas obras “Contos Exemplares” (1962) e “Histórias da Terra e do Mar” (1984).
Sophia foi tradutora de Dante e Shakespeare e também membro da Academia de Ciências de Lisboa. No ano de 1999 foi-lhe atribuído o prémio Camões pelo seu envolvimento em teatro, contos, poesia, tradução, entre outras áreas de atuação. Em 2003 recebeu o honorável Prémio Rainha Sofia.
Sophia de Mello Breyner viria a falecer no dia 2 de Julho de 2004, com 84 anos e uma brilhante carreira profissional e pessoal. Tornou-se um marco da literatura nacional, tanto pela sua capacidade de expressão daquilo que mais íntimo existe no homem, como pela capacidade de incidir sobre os diversos meios que compõem a cultura Portuguesa atual.

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