segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Tentativa de Qualquer Coisa a Pedido



Duas palavras impostas,
Para uma tentativa de poema,
Jesus ou Maria dizia-me,
então Jesus e Maria digo e escrevo.

Cumprido o dever,
posso escrever o que me apetecer,
existindo neste ou noutro lugar,
pois verdade é o que vou falar.

Um poema sem nexo ou métrica,
é o que estou a escrever,
com rimas ou sem rimas,
registo o que me apraz dizer.

Dizem-me que um poeta ao escrever,
é inspirado por ninfas ou qualquer outra criatura,
comigo isso não acontece,
apenas eu, meu pensamento e meu ser.

Assim acontece,
ou não sou poeta, ou não sei escrever,
não me vem inspiração,
pois um poeta só escreve quando a criatura o faz acontecer.

E eu agora escrevo,
não porque alguma ninfa, ou criatura o faça acontecer,
mas porque é a proposta ou imposta,
que eu sou forçado a escrever.

Mas porque não escrever?
Será preciso alguma arte ou saber?
Talvez não, talvez sim.
Talvez seja mesmo assim.

Conheço vários autores ou escritores,
poetas ou outras estranhas humanas criaturas.
Uns escrevem sobre as suas dores ou amores,
outros apenas disparates apesar da referência ás escrituras.

A este ponto cheguei,
nesta situação me encontrei.
O que escrevo encontra-se no meio destas figuras,
pior que os poetas, melhor que as estranhas humanas criaturas.

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