Eduardo Lourenço de Faria
Eduardo
Lourenço de Faria é um ensaísta português. Nasceu no distrito da Guarda em 1923.
É um dos críticos mais notáveis da Cultura e Literatura Portuguesas[1]. É
um grande intérprete da identidade portuguesa. Dá a conhecer o seu Portugal ao mundo
internacional pela sua contribuição literária. As suas obras abrem os olhos e
horizontes acerca daquilo que “fomos, somos e seremos”[2].
De
todas as obras marcantes apresenta-se apenas a Heterodoxia I (1949) sendo a primeira obra do ensaísta e a Heterodoxia II (1967). Na Heterodoxia I, o ensaísta afirma o seu
conceito de heterodoxia da seguinte forma: “A heterodoxia é a consciência
absoluta da pluralidade histórica das ortodoxias. […] No plano do conhecer ou no plano do agir, na filosofia ou na
política, o homem é uma realidade dividida. O respeito pela sua divisão é
Heterodoxia”[3]. E na Heterodoxia II, o ensaísta continua a explicar a respeito do
conceito heterodoxia. Nesse segundo prólogo,
o ensaísta manifesta uma importância decisiva do destino do seu livro[4].
As
suas obras inscritas no coração do povo português e no mundo levam-no a ganhar
prémios. Eis os prémios que se apresenta: em 1988, recebeu o prémio Europeu do
Ensaio “Charles Veillon”; em 2001, o prémio Vergílio Ferreira e no mesmo ano a
medalha de Ouro da cidade de Coimbra. Em 2006, o ensaísta recebeu o prémio
Extremadura para a Criação. Em 2009, recebeu a “Encomienda de Numero de la
Ordem del Mérito Civil” pelo Rei de Espanha; e em 2011, o prémio Pessoa.
[1] Cf. José Rui da Costa Azevedo, Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa, a
Alma Portuguesa e o seu Drama, Braga, 2007, p. 7. [Tese].
[2]Cf. José Rui da Costa Azevedo, Eduardo Lourenço e a Cultura Portuguesa, a
Alma Portuguesa e o seu Drama, p. 7.
[3] Eduardo Lourenço, Heterodoxia I, Lisboa, Gradiva, 2005, pp.
15-16.
[4]Cf. João Tiago Pedroso de Lima, em
http://dspace.uevora.pt/rdpc/bitstream/10174/4828/1/Heterodoxias%20ou%20uma%20deser%C3%A7%C3%A3o%20sem%20fim.pdf, foi consultado no dia 13 de
Novembro de 2012.
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