Nasceu a 6 de Agosto de 1868 em Aisne, na Região Francesa da Picardia. De uma família com fortes antepassados ligados à religião, dando sacerdotes à Igreja, Claudel, rapaz de personalidade muito desenvolvida não viveu esta ligação. Conta-nos: "A minha primeira Comunhão, anterior à mudança, tinha sido boa. Mas foi, como para a maior parte da juventude, a coroação e, ao mesmo tempo, o termo da minha prática religiosa."(1) A sua profunda conversão só se deu aos 18 anos, em Paris, ao entrar na catedral de Notre-Dame enquanto se fazia escutar no templo um Magnificat.
Na história da sua conversão, o autor diz-nos que “o forte sentimento do individual e do concreto obscurecera-se em mim. Aceitei a hipótese monista e mecanista em toda a sua extensão. Acreditava que tudo estava subordinado a leis”(2). E com a descoberta do divino na sua vida ele pensa que todos as suas ideias e convicções anteriores acabariam por se tornar um obstáculo à vivência da sua fé, no entanto relata-nos: “Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe.”(3)
Os seus escritos percorrem vários estilos, desde escritos dramáticos, poéticos, em prosa, encontrando também alguns escritos exegéticos.
Da sua vasta obra ressaltamos “A anunciação a Maria”, peça de teatro, publicada em português pela Lucerna, com tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen e prefácio de Don Luigi Giussani. Peça que se encontra musicada pelo compositor francês contemporâneo de Claudel, Darius Milhaud.
Vemos então que as obras literárias de Paul Claudel estão presentes na produção de obras musicais. Destacamos o facto, pela importancia cultural no seu tempo que o autor assume. Não se limita a escrever, mas também faz com que as suas letras se juntem com arte aos sons, pelas mãos de importantes compositores da época, com quem colabora.
Com Darius Milhaud, com quem é mais profícua a colaboração artística, além da música de cena para a sua peça “A Anunciação a Maria”, como já referimos, também produz “L’Homme et son désir”, “L’Histoire de Tobie et de Sara” e a “Invocation à l’Ange Raphaël”. Com Arthur Honegger produz “La Dance des morts”, e “Jeanne d’Arc au bûcher”. E com Paul Hindemith produz “Ite Angeli Veloces”. Entre tantas outras obras com compositores menos conhecidos nos nossos dias.
Paul Claudel faleceu a 23 de Fevereiro de 1955 em Paris, deixando-nos uma intensa produção. A sua vida foi marcada pela forma com que viveu o cristianismo desde a sua conversão, chegando a colocar a hipótese de se dedicar à vida monástica como monge benedictino, tento no entando acabado por desistir da ideia e dedicar-se à vida diplomática.
Sugestão para audição (clicar para ouvir):
A ) Arthur HONEGGER, La Danse des morts. I Parte
B ) Arthur HONEGGER, Jeanne d’Arc au bûcher. Prólogo
C ) Paul HINDEMITH, Ite Angeli Veloces. II Parte: Custos quid de nocte
D ) Darius MILHAUD, L’Homme et son désir. Danse de la passion. Poema Plástico.
Na história da sua conversão, o autor diz-nos que “o forte sentimento do individual e do concreto obscurecera-se em mim. Aceitei a hipótese monista e mecanista em toda a sua extensão. Acreditava que tudo estava subordinado a leis”(2). E com a descoberta do divino na sua vida ele pensa que todos as suas ideias e convicções anteriores acabariam por se tornar um obstáculo à vivência da sua fé, no entanto relata-nos: “Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe.”(3)
Os seus escritos percorrem vários estilos, desde escritos dramáticos, poéticos, em prosa, encontrando também alguns escritos exegéticos.
Da sua vasta obra ressaltamos “A anunciação a Maria”, peça de teatro, publicada em português pela Lucerna, com tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen e prefácio de Don Luigi Giussani. Peça que se encontra musicada pelo compositor francês contemporâneo de Claudel, Darius Milhaud.
Vemos então que as obras literárias de Paul Claudel estão presentes na produção de obras musicais. Destacamos o facto, pela importancia cultural no seu tempo que o autor assume. Não se limita a escrever, mas também faz com que as suas letras se juntem com arte aos sons, pelas mãos de importantes compositores da época, com quem colabora.
Com Darius Milhaud, com quem é mais profícua a colaboração artística, além da música de cena para a sua peça “A Anunciação a Maria”, como já referimos, também produz “L’Homme et son désir”, “L’Histoire de Tobie et de Sara” e a “Invocation à l’Ange Raphaël”. Com Arthur Honegger produz “La Dance des morts”, e “Jeanne d’Arc au bûcher”. E com Paul Hindemith produz “Ite Angeli Veloces”. Entre tantas outras obras com compositores menos conhecidos nos nossos dias.
Paul Claudel faleceu a 23 de Fevereiro de 1955 em Paris, deixando-nos uma intensa produção. A sua vida foi marcada pela forma com que viveu o cristianismo desde a sua conversão, chegando a colocar a hipótese de se dedicar à vida monástica como monge benedictino, tento no entando acabado por desistir da ideia e dedicar-se à vida diplomática.
Sugestão para audição (clicar para ouvir):
A ) Arthur HONEGGER, La Danse des morts. I Parte
B ) Arthur HONEGGER, Jeanne d’Arc au bûcher. Prólogo
C ) Paul HINDEMITH, Ite Angeli Veloces. II Parte: Custos quid de nocte
D ) Darius MILHAUD, L’Homme et son désir. Danse de la passion. Poema Plástico.
(1)(2)(3) Severin Lamping, OFM.
Homens que regressam à Igreja. Braga: Livraria Cruz, 1948. pp. 251-260.
Consultado em http://www.ocampones.com

Miguel Ângelo, penso existir uma imprecisão na sua biografia do autor. Caracteriza a família de Claudel como "uma família de fervorosos católicos". Ora, o próprio escreve: "Ainda que os meus antepassados, em ambos os ramos, tinham sido crentes, dando à Igreja vários sacerdotes, os meus pais eram indiferentes em matéria religiosa. E, depois de termos mudado para Paris, afastaram-se completamente da fé."
ResponderEliminarObrigado, penso estar resolvido!
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